sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Joaquim  Barbosa Ministro Presidente do STJ






sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

BRASIL É O PAÍS DOS PRIVILÉGIOS

ZERO HORA ONLINE 21/12/2012 | 10h05

Brasil é o país dos privilégios, diz Joaquim Barbosa
Presidente do STF pretende adotar práticas para combater advocacia de parentes de ministros e conselheiros


Joaquim Barbosa concedeu entrevista coletiva na quinta-feiraFoto: Carlos Humberto / STF,Divulgação


O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, falou na quinta-feira sobre as prioridades que deverá adotar como líder da Suprema Corte e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Uma das ações, segundo o ministro, será combater a advocacia de parentes de ministros e conselheiros em tribunais superiores, o que ele considera um privilégio indevido.

— É uma visão minha, mas é muito provável que seja contrária ao pensamento de uma maioria. O Brasil é o país dos privilégios, que são internalizados como se fosse a coisa mais natural do mundo. Parece ser um direito constitucional ao privilégio— disse o ministro, durante entrevista coletiva.

Barbosa disse que "a prioridade número um" no Supremo em 2013 será o julgamento de recursos reconhecidos como repercussão geral. Nesses casos, as decisões em apenas um processo no STF são aplicadas a todos os casos semelhantes em instâncias inferiores, desafogando a Justiça. O ministro disse que colocou sua equipe para analisar a questão em conjunto com tribunais pelo país.

Ainda segundo Barbosa, a pauta das sessões de 2013 será "mais regular", destinada à "limpeza de processos que estão prontos para julgamento há muito tempo".

Quanto ao processo que apura o chamado mensalão mineiro, Barbosa disse que não é mais relator do caso e que a arbitramento do processo dependerá da liberação do próximo ministro responsável, que ainda não foi indicado pela presidenta Dilma Rousseff.

O presidente ainda disse que, no CNJ, atacará a questão do "patrimonialismo no Brasil" em casos de corrupção e improbidade, mas apenas nos casos que envolvem a competência do Conselho, "sem extrapolação". Ele também analisará a questão dos supersalários no Judiciário e dará atenção especial à questão carcerária, com estudos, publicações e mutirões para tornar o cumprimento das penas mais humano.



COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Se ele fizer o que está prometendo, o povo voltará a confiar na justiça brasileira. Mais, ele marcaria sua passagem se enviasse ao Congresso o projeto de criação do SISTEMA DE JUSTIÇA CRIMINAL e a delegação do transitado em julgado dos processos não relevantes para os tribunais regionais. 

O Poder Judiciário deveria abandonar sua postura burocrata, benevolente, aristocrática e oligárquica, passando a se aproximar da sociedade, das ilicitudes e dos demais instrumentos de Justiça Criminal, especialmente.  Uma justiça morosa só interessa aos bandidos, corruptos, rebeldes, oportunistas e justiceiros.

Um súmula vinculante poderia desburocratizar os procedimentos e  delegar o transitado em julgado para os Tribunais Regionais para desafogar as cortes supremas, fortalecer este tribunais e agilizar os processos. O Judiciário deveria interferir mais fortemente na elaboração dos Códigos Penal e Processo Penal para reduzir prazos, recursos e formalidades, criando os juízes de instrução e de garantia e extinguindo o atual formato do inquérito policial para acelerar os procedimentos policiais.  

DENTRO DA LEI



A extensa maioria dos brasileiros esperava que o ministro Joaquim Barbosa decidisse pela prisão dos réus condenados no processo do Mensalão do PT. Considerando tudo o que a quadrilha comandada por Lula praticou, ir para cadeia é o mínimo que pode acontecer a esses saltimbancos da honra dos cidadãos. Apesar de a vida no cárcere não é um paraíso.

Joaquim Barbosa, que participou do mais importante e mais longo julgamento do Supremo Tribunal Federal, entrou para a história como alguém que teve a coragem de enfrentar os criminosos que se instalaram no Estado, transformando o Brasil na terra da impunidade.

Ao negar o pedido apresentado pelo procurador-geral da República, o ministro Joaquim Barbosa agiu com prudência, não jogando pela sua brilhante trajetória como ser humano e como magistrado. Há quem não goste das decisões de Barbosa, muitas vezes consideradas excessivas ou até mesmo radicais, mas o Brasil precisa ter rédeas. E para isso é preciso que a nação ande sobre os trilhos da legalidade.

Foi exatamente o que fez Joaquim Barbosa ao seguir cabalmente o que manda o conjunto legal do país, apesar de que uma decisão favorável jamais seria um ato de ilegalidade, pois o regimento do Supremo lhe confere o direito de decidir monocraticamente.

Barbosa foi prudente e preservou o julgamento da Ação Penal 470, cujo desenrolar não tem como ser contestado pelos advogados dos réus, pois, apesar das divergências em plenário, tudo transcorreu nos limiares da legalidade. E dar margem para que a camarilha petista ousasse embaralhar o caso seria um ato de irresponsabilidade.

O presidente do STF cumpriu o que estabelece a nossa Carta Magna, uma vez que até o trânsito em julgado da sentença criminal condenatória o réu é considerado inocente. Eis a prerrogativa constitucional da presunção de inocência.

Ter chegado até o ponto da condenação foi uma maiúscula vitória do Judiciário, que não se apequenou diante das incursões descabidas de Luiz Inácio da Silva, muito menos se deixou levar pelas ameaças veladas e constantes aos integrantes do Supremo que contrariaram a vontade espúria e criminosa de muitos integrantes do Partido dos Trabalhadores.

Resta-nos, então, aguardar o trâmite dos recursos previstos em lei – embargos de declaração e infringente – para na sequência exigir a imediata prisão dos condenados na esteira do maior escândalo de corrupção da história nacional. Até meados de 2013, José Dirceu, Delúbio Soares, João Paulo Cunha e mais outros oito quadrilheiros terão o privilégio de contemplar o nascer do astro-rei de maneira geometricamente distinta

Fonte: Ucho.Info
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